Um fato social só pode ser explicado por outro fato social.


ARTIGO CIENTÍFICO

O ESPAÇO URBANO EM IMPERATRIZ

Com o advento da pós-modernidade, ou da modernidade líquida, a noção de espaço público, provocou um choque brutal no seio das sociedades industrializadas. As mega-pólis se tornaram um desafio sem precedente para homens e mulheres que, originariamente,  marcados  pela  cultura de base agrária e agrícola se viram, tão rapidamente, componentes de uma mega aglomeração habitacional e diante  de uma miscelânea ininteligível de  povos de culturas indecifráveis desfilando sobre um mesmo espaço urbano. Concomitantemente a esse fenômeno, os cientistas sociais observaram, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, que o homem perdeu sua identidade comunitária aos modos de Ferdinand Tonnies,  ou tribal  na concepção  Malinowski, e se encontrou, paradoxalmente, no meio da multidão, mas ao mesmo tempo, só.  Se os proplemas de ordem social, econômica, política e religiosa se tornaram manifestos no início do século XX nas cidades de Chicago-EUA, Nova Iorque-EUA e na segunda metade deste mesmo século, a Cidade do México-MEXICO, Toyio-JAPÃO e São Paulo-BRASIL, subverteram o ethos enculturado do homem tribal para o homem universal. Pois, a população de Imperatriz, de maneira análoga, passa por estes desafios que a sociedade industrial européia e norte-americana passaram depois da Primeira Guerra Mundial.

Como resultante da situação sócio-econômica em que o país tem passado nos últimos 10 anos, a cidade de Imperatriz no Maranhão tem manifestado uma forte aceleração de consumo em varias dimensões, especialmente por se caracterizar como um pólo comercial e de prestação de serviço e, atualmente, por se firmar como pólo universitário num raio de 250 quilômetros. Nesta conjuntura, a cidade de Imperatriz se apresenta com um quadro preocupante no aspecto espacial, visto que sua densidade demográfica por quilômetros quadrados é de 180,79, enquanto que a cidade de Açailândia é de 17,92, Bacabal 59,42, Araguaina-To, 37,62 (IBGE 2010), significando na prática, uma diferença substancial das outras aglomerações.

Considerando ser um pólo comercial, sua população de 247.505 habitantes recebe o dobro desta proveniente das cidades circunvizinhas proporcionando desfuncionamento multiforme e sem precedente em sua configuração espacial urbana. De maneira manifesta, os automóveis ocupam a totalidade do espaço das vias impossibilitando a circulação dos mesmos, notadamente em horários de picos e dificultando os estacionamentos. Os condutores são obrigados a estacionarem a trezentos ou quinhentos metros do local desejado. O agravamento da situação se deu quando se observou pela primeira vez em Imperatriz em 2005, congestionamentos no viaduto, seja sentido Vila Nova e Vila Lobão, seja sentido Centro e Beira-Rio. Com o passar dos anos, especialmente depois de 2010, os congestionamentos se tornaram presentes das 12:00h às 14:00h  e das 18:00h às 19:30h em dez pontos de bifurcações estratégicas da cidade: Viaduto (BR 010); Dorgival Pinheiro de Sousa (Centro); Getulio Vargas(Centro); Luis Domingues e Benedito Leite (Centro); Imediações do mercadinho(Mercadinho); Padre Cícero (Sta. Rita); Euclides da Cunha (Vila Nova), Quatro Bocas, (Nova Imperatriz); Cinco Bocas (Vila Lobão); Leôncio Pires Dourado (Bacuri).

O agravamento em escala preocupante conste no aumento de motocicletas transitando nessas vias públicas dessa cidade e, como se constata nas blitz, um número elevado sem documentos, e, por conseguinte, desconhecedor do código nacional de trânsito. Este, diariamente, tem provocado acidentes e interrompido ainda mais o trânsito na cidade. O (des)funcionamento que estes tem causado em Imperatriz, tem uma trajetória que inicia na rua, quando é atropelado por um automóvel ou atropela um pedestre, a ambulância na rua em alta velocidade a caminho do hospital e, dentro do próprio hospital a espera de um atendimento devido a superlotação de pacientes a espera de uma medicação. Segundo a secretaria municipal de Saúde, o numero dos envolvidos em acidentes de moto chegam a 5 por dia.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde de Imperatriz-Ma em 15 de março de 2012.

 



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